A
relação Teatro – Educação durante muito tempo foi de o teatro ser subordinado a
servir de ferramenta para o ensino e assimilação de conteúdos das disciplinas do
currículo escolar. Embora atualmente, o teatro como linguagem já tenha espaço
na escola e em outros lugares, seu ensino ainda não é realidade em muitas
escolas brasileiras.
Foi a
partir da segunda metade do século XX que surgiu uma nova perspectiva para o
teatro-educação, chamada: Estética ou Essencialista. Esta, em contraposição a
corrente Instrumental, reconhecia as especialidades do teatro e concebia este
como possível e acessível a todo ser humano.
O ensino
das Artes é obrigatório nas escolas brasileiras, expresso pela atual
legislação. Porém, este ensino na prática não alcança as diferentes linguagens
da Arte, como por exemplo, as quatro expressas nos PCN (Parâmetros Curriculares
Nacionais - Arte): dança, teatro, música e artes visuais. O ensino do Teatro
bem como o de Dança geralmente aparece nas escolas apenas quando se precede uma
comemoração ou atrelado em projetos, o que nem sempre enfatiza o aprendizado,
pois em muitas escolas, a temática do projeto é de uma data comemorativa. Ou
seja, o teatro não é devidamente trabalhado. Também porque, ocorre de nem ser
ensinado por profissional da área, os “ensaios” nesses casos raramente não é
feito por um professor de educação física. Felizmente há escolas onde vigora
efetivamente o Programa Federal Mais Educação, o qual permite que o Teatro seja
desenvolvido devidamente, ou seja, a Arte Cênica deve ser trabalhada como
linguagem e de forma regular.
Enquanto
a legislação educacional brasileira avança (a passos lentos) cabe ao professor
de Artes escolar, se qualificar (pelo menos basicamente) para oportunizar à
seus alunos a vivência em outra linguagem artística através do diálogo entre as
artes. Como por exemplo, as artes visuais e o teatro, pelo menos em algumas
aulas.
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