domingo, 23 de março de 2014

É Possível



A modelagem bem como as outras manifestações da arte é geralmente questionada sobre sua prática em sala de aula, muitas vezes, sob o discurso que argumenta o difícil acesso aos materiais. Porém o grande problema, na prática não é este e sim o espaço para a realização do trabalho. Todavia, se bem planejada, é realmente possível trabalhar na escola, a modelagem bem como outras categorias da Arte.
Especificamente falando da modelagem, onde o principal material é a argila (mas também pode ser empregada a massa de modelar), materiais e ferramentas não são realmente de difícil acesso: as estecas, que são as ferramentas, podem facilmente ser confeccionadas a partir do reaproveitamento de materiais (como por exemplo, grampo e tubo de caneta), embora a principal ferramenta para a modelagem sejam as próprias mãos. Quanto ao forno cerâmico, além de não ser necessário, pois a peça pode secar sem o auxílio deste; não é recomendado porque a peça feita pelo aluno pode quebrar na queima, ocasionando a frustração deste.
O que realmente implica na prática da modelagem é o espaço. O que pode ser superado com um planejamento e preparação do espaço com antecedência: medidas básicas podem ser tomadas como: forragem das mesas e cadeiras, utilização de uma sala que tenha torneira e pia, ou pelo menos seja localizada próxima de uma torneira.

Foto: Erica Oliveira


Muitas categorias artísticas são questionadas no que tange a seu ensino na sala de aula, porém, ao longo do tempo, muitos educadores já demonstraram a viabilidade do ensino de prática artística escolar como, por exemplo, com a música, a gravura, a fotografia, etc.
É dever do professor de Arte incluir em seu planejamento de ensino, a modelagem, dada a importância deste conteúdo para o desenvolvimento humano. Como disse Professora Rosikeli Moreira em seu livro intitulado “Modelagem”: “Quanto mais se instigar a habilidade tátil mais desenvolvida é a experiência sensório/sensível/intelectual do indivíduo”.

domingo, 16 de março de 2014

O teatro na escola



A relação Teatro – Educação durante muito tempo foi de o teatro ser subordinado a servir de ferramenta para o ensino e assimilação de conteúdos das disciplinas do currículo escolar. Embora atualmente, o teatro como linguagem já tenha espaço na escola e em outros lugares, seu ensino ainda não é realidade em muitas escolas brasileiras.
Foi a partir da segunda metade do século XX que surgiu uma nova perspectiva para o teatro-educação, chamada: Estética ou Essencialista. Esta, em contraposição a corrente Instrumental, reconhecia as especialidades do teatro e concebia este como possível e acessível a todo ser humano.
O ensino das Artes é obrigatório nas escolas brasileiras, expresso pela atual legislação. Porém, este ensino na prática não alcança as diferentes linguagens da Arte, como por exemplo, as quatro expressas nos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais - Arte): dança, teatro, música e artes visuais. O ensino do Teatro bem como o de Dança geralmente aparece nas escolas apenas quando se precede uma comemoração ou atrelado em projetos, o que nem sempre enfatiza o aprendizado, pois em muitas escolas, a temática do projeto é de uma data comemorativa. Ou seja, o teatro não é devidamente trabalhado. Também porque, ocorre de nem ser ensinado por profissional da área, os “ensaios” nesses casos raramente não é feito por um professor de educação física. Felizmente há escolas onde vigora efetivamente o Programa Federal Mais Educação, o qual permite que o Teatro seja desenvolvido devidamente, ou seja, a Arte Cênica deve ser trabalhada como linguagem e de forma regular.
Enquanto a legislação educacional brasileira avança (a passos lentos) cabe ao professor de Artes escolar, se qualificar (pelo menos basicamente) para oportunizar à seus alunos a vivência em outra linguagem artística através do diálogo entre as artes. Como por exemplo, as artes visuais e o teatro, pelo menos em algumas aulas.


domingo, 9 de março de 2014

Música e Sociedade



A música é um elemento social de suma importância. É tão inerente e importante ao social que está presente em todas as sociedades de todas as épocas. Sendo um bem cultural, possui diferentes funções e significados nas diversas culturas de diversas sociedades. Estas funções sociais sempre existirão porque é característico da música.
Estudos comprovam que havia música na Pré-história. Na Antiguidade, a música era usada no Egito e na Suméria, em louvor a líderes, nas procissões reais. Na Grécia antiga, tamanha era a importância da música aos gregos, que a mesma era ensinada obrigatoriamente. A música esteve presente desde as primeiras civilizações.
Também pode ser percebido nas sociedades anteriormente citadas, que havia diferenças nas funções sociais da música. Pois, na Pré-história, a música, ainda não concebida como Arte, oriunda provavelmente da necessidade de comunicação, estava ligada aos rituais. No Egito, estava relacionada à religião e a política e na antiga Grécia, era praticada de modo integrado com a poesia e a dança; a educação musical era considerada essencial para a formação integral do indivíduo grego.
Se outras sociedades forem observadas, será novamente visto o desempenho do papel social da música, isto porque, ela não tem um fim em si mesma, mas sim valores e funções sociais e uma série de motivos comprovados cientificamente que garantem sua importância para o homem: para o social e para sua formação.
Allan Merriam cita dez principais funções sociais da música: de expressão emocional, de prazer estético, de divertimento, de comunicação, de representação simbólica, de reação física, de impor conformidade às normas sociais, de validação das instituições e dos rituais religiosos, de contribuição para a integração social e contribuição para a cultura. Ainda há dúvida sobre a importância da música para a sociedade?

Foto: Erica Oliveira

domingo, 2 de março de 2014

Cultura de massa e seus efeitos



O consumismo é certamente a maior consequência da cultura de massa, pois se o principal efeito dessa cultura é a forte influência, a indústria jamais deixaria de lado esse poder.

A cultura de massa é aquela que atinge à todas as classes, pois é difundida pelos meios de comunicação, seu grande poder de influencia determina o modo de viver, se relacionar, pensar, etc. É geralmente criticada por ser assim usada como ferramenta de manipulação através da publicidade que tem em vista o lucro empresarial.

Mas como não sofrer este efeito? Em um mundo impregnado por essa cultura? Ter consciência é o primeiro passo, buscar não de deixar influenciar no sentido de não ser um “fantoche” é o ponto.