A modelagem bem como as outras manifestações da
arte é geralmente questionada sobre sua prática em sala de aula, muitas vezes, sob
o discurso que argumenta o difícil acesso aos materiais. Porém o grande
problema, na prática não é este e sim o espaço para a realização do trabalho.
Todavia, se bem planejada, é realmente possível trabalhar na escola, a
modelagem bem como outras categorias da Arte.
Especificamente falando da modelagem, onde o
principal material é a argila (mas também pode ser empregada a massa de
modelar), materiais e ferramentas não são realmente de difícil acesso: as
estecas, que são as ferramentas, podem facilmente ser confeccionadas a partir
do reaproveitamento de materiais (como por exemplo, grampo e tubo de caneta),
embora a principal ferramenta para a modelagem sejam as próprias mãos. Quanto
ao forno cerâmico, além de não ser necessário, pois a peça pode secar sem o
auxílio deste; não é recomendado porque a peça feita pelo aluno pode quebrar na
queima, ocasionando a frustração deste.
O que realmente implica na prática da modelagem
é o espaço. O que pode ser superado com um planejamento e preparação do espaço
com antecedência: medidas básicas podem ser tomadas como: forragem das mesas e
cadeiras, utilização de uma sala que tenha torneira e pia, ou pelo menos seja
localizada próxima de uma torneira.
| Foto: Erica Oliveira |
Muitas categorias artísticas são questionadas no
que tange a seu ensino na sala de aula, porém, ao longo do tempo, muitos
educadores já demonstraram a viabilidade do ensino de prática artística escolar
como, por exemplo, com a música, a gravura, a fotografia, etc.
É dever do professor de Arte incluir em seu
planejamento de ensino, a modelagem, dada a importância deste conteúdo para o
desenvolvimento humano. Como disse Professora Rosikeli Moreira em seu livro
intitulado “Modelagem”: “Quanto mais se instigar a habilidade tátil mais
desenvolvida é a experiência sensório/sensível/intelectual do indivíduo”.