domingo, 16 de fevereiro de 2014

Equilíbrio e Proporção


Foto: Erica Oliveira
A figura humana foi e é considerada por muitos especialistas uma figura complexa no que tange à sua representação. Assim sendo, ao longo tempo, buscou-se o equilíbrio em sua representação através das técnicas das próprias categorias artísticas (desenho, escultura, etc.) e principalmente através do cânone.

Ainda no antigo Egito, o cânone já fora utilizado para o equilibro na representação da figura humana. A referência era o comprimento do pé.

O cânone da cabeça que foi e é tão utilizado deveu-se à Policleto, surgiu com este artista na Grécia no século V a. C. com a referência de sete cabeças. Vitrúvio retomou este cânone e o modificou. Leonardo da Vince, por sua vez retomou a teoria de Vitrúvio e a modificou, representando-a com seu famoso desenho: “O Homem Vitruviano”, onde a medida da altura do corpo corresponde a sete e meia cabeças.

O cânone de Cousin, que toma também a cabeça como referência, é o mais utilizado atualmente. Neste, o comprimento da figura humana é igual a oito vezes o comprimento da cabeça.

É fato que, o corpo humano não se apresenta rigorosamente dentro de um padrão de medidas, muito menos nestes dos cânones, na diversidade humana de fatores, como etnia, por exemplo. Porém, o cânone tem a importante função de auxiliar o artista no equilíbrio da figura em sua simetria e proporção.




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