Muitos são os
artistas europeus que se destacaram na arte da Gravura, porém aqueles que além
de gravuristas eram também desenhistas e pintores, merecem especial destaque:
Dürer, Rembrandt e Picasso.
Com Dürer a
Gravura desenvolveu-se esteticamente. Suas obras refletem seu apuro técnico e
ao mesmo tempo seu senso estético. Era exímio com a ferramenta buril tanto na
madeira (xilogravura) quanto no metal (calcografia). Pela natureza da Gravura,
pode-se perceber tamanho talento e habilidade no desenho de Dürer, pois estes transcenderam
a maciez do papel e tela. Já que gravar implica em: cavar, cortar, ou seja,
ferir o suporte chamado matriz.
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| Foto: Erica Oliveira |
Rembrandt foi
um artista que criou um elevado número de gravuras e sua obra conferiu a
história da Gravura, mais expressividade e liberdade. Segundo a Professora
Sandra Mª Correa Faveiro, em seu livro “Gravura”, ele: “[...] tratou a sua
gravura com muita pessoalidade e desenvoltura adotando procedimentos com maior
liberdade do que até então encontrada nos artistas”.
Picasso não só
usou a Gravura como mais um meio expressivo para sua arte como também inventou
uma nova técnica para a gravura em relevo da linografia, que ficou conhecida
como método Picasso ou método da placa perdida. Esta técnica adaptou-se bem a
sua proposta estética.
Dürer,
Rembrandt e Picasso: três artistas que a exemplo de muitos exprimiram também na
Gravura seu estilo e mais que isso: contribuíram para sua evolução como meio de
expressão artística.

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