domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dürer, Rembrandt e Picasso



Muitos são os artistas europeus que se destacaram na arte da Gravura, porém aqueles que além de gravuristas eram também desenhistas e pintores, merecem especial destaque: Dürer, Rembrandt e Picasso.
Com Dürer a Gravura desenvolveu-se esteticamente. Suas obras refletem seu apuro técnico e ao mesmo tempo seu senso estético. Era exímio com a ferramenta buril tanto na madeira (xilogravura) quanto no metal (calcografia). Pela natureza da Gravura, pode-se perceber tamanho talento e habilidade no desenho de Dürer, pois estes transcenderam a maciez do papel e tela. Já que gravar implica em: cavar, cortar, ou seja, ferir o suporte chamado matriz.

Foto: Erica Oliveira


Rembrandt foi um artista que criou um elevado número de gravuras e sua obra conferiu a história da Gravura, mais expressividade e liberdade. Segundo a Professora Sandra Mª Correa Faveiro, em seu livro “Gravura”, ele: “[...] tratou a sua gravura com muita pessoalidade e desenvoltura adotando procedimentos com maior liberdade do que até então encontrada nos artistas”.
Picasso não só usou a Gravura como mais um meio expressivo para sua arte como também inventou uma nova técnica para a gravura em relevo da linografia, que ficou conhecida como método Picasso ou método da placa perdida. Esta técnica adaptou-se bem a sua proposta estética.
Dürer, Rembrandt e Picasso: três artistas que a exemplo de muitos exprimiram também na Gravura seu estilo e mais que isso: contribuíram para sua evolução como meio de expressão artística.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Figura Humana na Escultura Assíria



 Vários povos habitaram a Mesopotâmia e contribuíram com o desenvolvimento da arte dessa região. Das artes desses diversos povos, no que concerne à figura humana, a arte Assíria merece destaque por representar características do indivíduo daquela sociedade.

Habitada por acádios, sumérios, amoritas, assírios, elamitas, caldeus dentre outros – a Mesopotâmia teve uma arte muito rica, que divide-se em três grandes momentos: Arte Suméria, Assíria e Persa. Sendo a região rica em argila e pobre em pedras, a arte estatuária e o relevo foram bastante desenvolvidos.

A representação da figura humana chama a atenção na Arte Assíria porque uma importante característica do próprio povo assírio é representada: a força. Inclusive nas figuras femininas, como também nas formas híbridas. Nas formas humanas consideradas ícones, destacan-se a musculaturas dos corpos. Nos relevos, a figura humana aparece em sua maioria, em cena de caça ou guerras – temas que também representam a força do povo assírio.

A força foi um traço da identidade do povo assírio, não só física.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Equilíbrio e Proporção


Foto: Erica Oliveira
A figura humana foi e é considerada por muitos especialistas uma figura complexa no que tange à sua representação. Assim sendo, ao longo tempo, buscou-se o equilíbrio em sua representação através das técnicas das próprias categorias artísticas (desenho, escultura, etc.) e principalmente através do cânone.

Ainda no antigo Egito, o cânone já fora utilizado para o equilibro na representação da figura humana. A referência era o comprimento do pé.

O cânone da cabeça que foi e é tão utilizado deveu-se à Policleto, surgiu com este artista na Grécia no século V a. C. com a referência de sete cabeças. Vitrúvio retomou este cânone e o modificou. Leonardo da Vince, por sua vez retomou a teoria de Vitrúvio e a modificou, representando-a com seu famoso desenho: “O Homem Vitruviano”, onde a medida da altura do corpo corresponde a sete e meia cabeças.

O cânone de Cousin, que toma também a cabeça como referência, é o mais utilizado atualmente. Neste, o comprimento da figura humana é igual a oito vezes o comprimento da cabeça.

É fato que, o corpo humano não se apresenta rigorosamente dentro de um padrão de medidas, muito menos nestes dos cânones, na diversidade humana de fatores, como etnia, por exemplo. Porém, o cânone tem a importante função de auxiliar o artista no equilíbrio da figura em sua simetria e proporção.




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O que é obra de Arte?




Como definir o que é ou o que não é uma obra de Arte?
Em primeiro lugar, nunca pelo gosto pessoal. O que infelizmente muitas pessoas fazem. Na verdade, existem normas e critérios para julgar como Arte certas produções humanas.
O gosto é algo pessoal, portanto seria arbitrário, incorreto concebê-lo como critério para legitimar uma obra de Arte.
Convém saber (ou lembrar) que existem critérios sérios para legitimar as produções como artísticas. O pesquisador e historiador Jorge Coli, em seu livro “O que é Arte?” mostra que, para responder a esta pergunta, nossa cultura possui instrumentos específicos. São eles: o discurso, os locais específicos onde a arte se manifesta e os monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico- Cultural.
O discurso, no que tange a critério para julgamento de Arte, é proferido pelo crítico, historiador de Arte, curador, conservador de museu ou galeria e pelo marchand. São eles que conferem estatuto de arte a um objeto.
Os locais como museu, galeria, instituto, pinacoteca – também conferem estatuto de Arte a um objeto.
O terceiro critério mencionado por Jorge Coli, o que trata dos monumentos e construções tombados pelo Patrimônio Histórico- Cultural, são manifestações culturais que desempenham importante papel enquanto memória: edifícios e monumentos que não podem ser transportados para os locais legitimadores da Arte. 
Não se engane: nem tudo é Arte e nem tudo que parece não a ser deixa de ser. Porém, ao conhecer os critérios que a definem, podemos finalmente compreender o porquê de certas produções serem chamadas de Arte enquanto outras não, gostando ou não disso.

Foto: Erica Oliveira